Nós somos Anonymous. Nós somos Legião. Nós não perdoamos. Nós não esquecemos.Esperem por nós.
A GUERRA INSTALADA NO MUNDO VIRTUAL
Este
é um movimento político nascido e sustentado na internet e ganhou muito a
simpatia e assim empolgando os militantes de todo o mundo, principalmente
durante as manifestações do movimento Occupy(um movimento de protesto contra a desigualdade econômicae social a ganância e a
corrupção).Protestos promovidos virtualmente em vários países, até mesmo o
Brasil. O Anonymous tornou-se sinônimo de resistência e força política na rede assim com muita coragen levando sua marca para todo o mundo a máscara, também vertida em filme, V de
Vingança, cujo protagonista planeja explodir o Parlamento inglês.Este é um movimento que virou símbolo do ativismo político virtual, mostrando em parte, para apopulção, o que é, na verdade, a ponta de um iceberg, o embate político, ideológico e militar que ocorre nas várias camadas da internet. Nessa rede de intrigas e perigos reais, o Anonymous tornou-se a parte visível das batalhas pelo controle no ciberespaço que, mesmo sendo virtual, numa sociedade cada vez mais dependente dos computadores, dá poder para colocar em jogo a situação política de nações e as liberdades individuais contribuindo ainda mais para que issovai acontecendo mais e mais.
Este é uma guerra instalada em todo mundo cujosos altores e consequências nem sempre aparecem para a população , como nas notícias dos ataques por vírus dos batalhões virtuais e ciberagentes estadunidenses e israelenses a unidades nucleares do Irã ou ainda, bem mais visível, nas tentativas das corporações de controlar a rede e vasculhar a privacidade de todos. Se a internet foi idealizada pelo espírito libertário dos anos de 1960, hoje, cada vez mais buscam permanecer nessa arquitetura da liberdade, cada vez mais torna-se um campo minado por armadilhas comerciais e de Estado condutas bem perigosas para todos os estados imperialistas, a rede é o melhor instrumento fundamental do que se convencionou chamar de ‘guerra assimétrica’, na qual todos os recursos valem para se chegar ao objetivo que é grande . Com uma grande vantagem para qualquer um que a use.Nessa ciberguerra, não é preciso a logística e custo de movimentar homens e equipamentos nem o custo de se expor publicamente e sim somente atacar seu alvo.
Os Anonymous
O nome Anonymous foi inspirado no anonimato sob o
qual os usuários postam imagens e comentários na Internet o que bem entender .
O uso do termo Anonymous no sentido de uma identidade iniciou-se nos
imageboards. Uma etiqueta de "anônimo" é dada aos visitantes que
deixam comentários sem identificar de quem seja o conteúdo. O usuários de
imageboards algumas vezes brincavam de fingir como se Anonymous fosse uma
pessoa real. Enquanto a popularidade dos imageboards crescia, a ideia de
Anonymous como um grupo de indivíduos sem nome se tornou um conseito que se
espalha via internet.
Anonymous
representa amplamente o conceito de qualquer e todas as pessoas como um grupo
sem nome sem origem nenhuma . Como um nome de uso múltiplo, indivíduos que
compartilham o apelido Anonymous também adotam uma identidade online
compartilhada, caracterizada como uma filosofia que se da ao prazer e desinibida sem vergonha de espor sua
opinião . Isso é uma adoção intencional, satírica e consciente do efeito de
desinibição total online.Nós Anonymous somos apenas um grupo de pessoas na internet que precisa — de um tipo de saída para fazermos o que quisermos, que não seríamos capazes de fazer numa sociedade normal. ...Essa é mais ou menos a ideia. Faça como quiser. ... Há uma frase comum: 'faremos pelo lulz.'
Definições tendem a enfatizar o fato de que o conceito, e, por extensão, o grupo de usuários, não podem abranger prontamente uma simples definição. Ao invés disso, ela são geralmente definidas como aforismo uma forma de nós libertar que descrevem assim qualidades encontradas. Uma das auto-descrições do Anonymous é:
Nós
somos Anonymous. Nós somos Legião. Nós não perdoamos. Nós não esquecemos.
Esperem por nós.

manifestações
O
estcritor Richard Stallmann, o criador do movimento dos softwares livres,
escreveu recentemente um artigo reproduzido no Brasil pelo O Estado de S.
Paulo no qual busca explicar não só os Anonymous como os movimentos que
eles realizam. No primeiro parágrafo, Stallmann já relativiza os “protestos
on-line feitos pelo grupo”, que segundo ele “são equivalentes a uma manifestação
na internet”, acrescentando ser “um erro classificá-los como atividade de
grupos hackers (uso da astúcia brincalhona) ou de crackers (invasão de sistemas
de segurança)”.
Stallmann
ainda explica, por exemplo, que os manifestantes do Anonymous, quando fizeram
os protestos contra a Mastercard e a Visa, não tentaram roubar dados da
empresa. “Eles entram pela porta da frente de uma página, que simplesmente não
é capaz de suportar tantos visitantes ao mesmo tempo.”O ativista também sustenta que há diferenças entre os protestos na rede. Conforme Stallmann, os organizados pelo Anonymous contra a Mastercard, por exemplo, não foram “ataques de negação de serviço” (DDoS). Ataques por DDoS são realizados por meio de milhares de computadores zumbis, como aconteceu no caso da invasão da página da Presidência da República do Brasil. Neste caso, explica Stallmann, alguém invade o sistema de segurança desses computadores (com frequência, recorrendo a um vírus) e assume remotamente o controle sobre eles, programando-os para formar uma botnet (rede de zumbis, que é um sistema em que computadores aliciados desempenham automaticamente a mesma função), que atende em uníssono às suas ordens (nessa hipótese, a ordem é sobrecarregar um servidor).
No caso das manifestações do Anonymous, segundo ele, foram ativistas que fizeram com que seus próprios computadores participassem do protesto. Pode parecer uma sutil diferença, mas é imensa. São cidadãos protestando, não máquinas operadas por uma única pessoa que invadiu uma série de outras para realizar o ataque.
O professor da Universidade Federal do ABC, Sérgio Amadeu, um dos maiores especialistas em cultura digital no Brasil, concorda com Stallmann e revela que os ataques realizados contra o site da Presidência da República foram realizados por 2 mil computadores escravizados na Itália. “Assim como defendo o direito de fazer manifestação na rua, não acho que as manifestações na internet, como as do Anonymous devam ser proibidas.” Mas ao mesmo tempo, Amadeu esclarece que há métodos diferentes e às vezes utilizados pelo mesmo grupo. “O LulzSec fez uma ação contra a Sony com uma causa, um ataque supersofisticado, em defesa da liberdade na rede. No caso dos ataques aos sites do governo, porém, e principalmente ao da Presidência da República, isso só jogou contra a liberdade na rede”, avalia.
Amadeu considera que os ataques acabaram contribuindo para que o AI-5 Digital, proposto pelo deputado federal Eduardo Azeredo, ganhasse força no Congresso. E, por isso, ele não descarta a possibilidade de os ataques terem sido realizados com esse objetivo, o que é negado em entrevista por um dos membros do LuzlSec Brasil (na página 11).
No seu artigo, Stallmann ainda chama a atenção para a precariedade de direitos na internet, que, na sua opinião, é o fator motivador dessas ações. “A internet não pode funcionar se os sites forem constantemente bloqueados por multidões, assim como uma cidade não funciona se suas ruas estiverem sempre tomadas por protestos. Mas, antes de declarar seu apoio à repressão dos protestos na internet, pense no motivo de tais protestos: na internet, os usuários não têm direitos.”
Ele faz a comparação entre as condições do mundo real e do virtual para defender sua tese. “No mundo físico, temos o direito de publicar e vender livros. Quem quiser impedir a publicação do livro tem de levar o caso a um tribunal. Para criar um site na rede, porém, precisamos da cooperação de uma empresa de concessão de domínios, de um provedor de acesso à internet (ISP) e, com frequência, de uma empresa de hospedagem, e cada um desses elos pode ser individualmente pressionado a cortar o nosso acesso.” E encerra: “é como se todos nós morássemos em quartos alugados e os senhorios pudessem despejar qualquer um sem notificação prévia.”
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