segunda-feira, 27 de maio de 2013

                             Vida de Machado de Assis:
Joaquim Maria Machado de Assis é considerado um dos mais importantes escritores da literatura brasileira. Nasceu no Rio de Janeiro em 21/6/1839, filho de uma família muito pobre. Mulato e vítima de preconceito, perdeu na infância sua mãe e foi criado pela madrasta. Superou todas as dificuldades da época e tornou-se um grande escritor.Na infância, estudou numa escola pública durante o primário e aprendeu francês e latim. Trabalhou como aprendiz de tipógrafo, foi revisor e funcionário público.
Publicou seu primeiro poema intitulado Ela, na revista Marmota Fluminense. Trabalhou como colaborador de algumas revistas e jornais do Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de letras e seu primeiro presidente.
Podemos dividir as obras de Machado de Assis em duas fases: Na primeira fase (fase romântica) os personagens de suas obras possuem características românticas, sendo o amor e os relacionamentos amorosos os principais temas de seus livros. Desta fase podemos destacar as seguintes obras: Ressurreição (1872), seu primeiro livro, A Mão e a Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878).
Na Segunda Fase ( fase realista ), Machado de Assis abre espaços para as questões psicológicas dos personagens. É a fase em que o autor retrata muito bem as características do realismo literário. Machado de Assis faz uma análise profunda e realista do ser humano, destacando suas vontades, necessidades, defeitos e qualidades. Nesta fase destaca-se as seguintes obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900) e Memorial de Aires (1908).
Machado de Assis também escreveu contos, tais como: Missa do Galo, O Espelho e O Alienista. Escreveu diversos poemas, crônicas sobre o cotidiano, peças de teatro, críticas literárias e teatrais.
Machado de Assis morreu de câncer, em sua cidade natal, no ano de 1908.


                   Escola Literária - Realismo 
                    (Autores, Livros, Obras e Características)
O Realismo  foi uma escola literária que combatia os ideais românticos. O surgimento ocorreu enquanto o mundo vivenciava o nascimento do socialismo e da segunda Revolução Industrial.O Realismo em Portugal  teve como marco inicial a Questão Coimbrã (1865), quando se defrontam, de um lado, os jovens estudantes de Coimbra, atentos às novas idéias que vinham da França, Inglaterra e Alemanha e, de outro, os velhos românticos de Lisboa.O Realismo foi inaugurado em 1881 no Brasil. Nesse ano duas obras se destacaram: O mulato, de Aluísio de Azevedo, e Memórias póstumas de Brás Cuba, de Machado de Assis.
                       Características do Realismo
O objetivismo aparece como negação do subjetivismo romântico; o universalismo ocupa o lugar do personalismo. O sentimentalismo cede terreno ao materialismo. O Realismo se preocupava apenas com o presente, com o contemporâneo.Com o desenvolvimento das ciências, muitos autores foram influenciados no século XIX, principalmente os naturalistas, donde se pode falar em cientificismo nas obras desse período.
Os autores realistas são antimonárquicos e negam a burguesia.
O Realismo é uma denominação genérica de uma escola literária que abrange as seguintes tendências:
Romance realista – Narrativa voltada para a análise psicológica e que critica a sociedade e partir do comportamento de determinados personagens, em geral, capitalistas. O romance realista tem caráter documental, sendo o retrato de uma época.
Romance naturalista - Marcada pela vigorosa análise social a partir de grupos humanos marginalizados, em que se valoriza o coletivo. O naturalismo apresenta romances experimentais.
                                                          Autores
Machado de Assis – Se destacou como romancista realista. Apesar de ter escrevi do obras romancistas,  como Ressurreição, A mão e a luva, Helena e Iaiá Garcia.
Algumas obras realistas de Machado de Assis: Memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro.
Aluísio de Azevedo – Escreveu alguns romances românticos, os quais chamou de “comerciais”, pois eram os que mais vendiam. Mas suas maiores obras foram os romances naturalistas, como O mulato, Casa de pensão e O cortiço.
Principais características dos Principais Personagens:
Os personagens da obra são basicamente representantes da elite brasileira do século XIX. Há, no entanto, figuras de menor expressão social, pertencentes à escravidão ou à classe média, que têm significado relevante nas relações sociais entre as classes.                                                       Família de Brás Cubas
Brás Cubas, personagem-protagonista;Sabina, irmã de Brás Cubas, casada com Cotrim;Cotrim, cunhado de Brás Cubas.
Casos amorosos de Brás Cubas
Marcela, cortesã e primeiro caso amoroso de Brás Cubas;Eugênia, filha de D. Eusébia, segundo amor do protagonista;Virgília, filha do Conselheiro Dutra, o grande amor de Brás Cubas, e amante dele;Nhã-Loló (Elália Damascena de Brito), pretendente a esposa de Brás Cubas, porém morre de febre amarela.
Outros
Quincas Borba (Joaquim Borba dos Santos), filósofo, teórico do Humanitismo, amigo de infância de Brás Cubas. (Recebe melhor retrato em Quincas Borba, romance seguinte);D. Eusébia, amiga pobre da família Cubas;Conselheiro Dutra, homem bem posto no mundo da política, pai de Virgília;Lobo Neves, político e marido de Virgília;Luís Dutra, primo de Virgília;Dona Plácida, beata velha e pobre, empregada de Virgília e que protege os amantes.
Secundários
Prudêncio, moleque filho de escravos, servia de brinquedo na infância de Brás Cubas. Aparece ou é citado somente no Capítulo XI, XXV, XLVI e finalmente no LXVIII quando, já crescido e livre, é encontrado por Brás numa praça, batendo num escravo negro que ele comprou.

                           Resumo da obra 
A obra literária Memórias Póstumas de Brás Cubas, é uma narrativa em primeira pessoa, cujo narrador é o defunto-autor, ou seja, é um morto que narra a história com total liberdade. Essa condição do narrador permite-lhe analisar com ironia o comportamento humano e avaliar com auto-ironia suas próprias atitudes. Livre e descompromissado com a sociedade, Brás Cubas revela e analisa não só os motivos secretos de seu próprio comportamento como também põe a nu as hipocrisias e vaidades das pessoas com quem conviveu. Ao longo da narração mostra vários episódios: sua paixão juvenil por Marcela, que amou durante quinze meses e onze contos de réis; sua amizade com o filósofo maluco Quincas Borba; os planos frustrados de seu pai em querer encaminhá-lo para a política; seus amores clandestinos com Virgília, esposa de seu amigo Lobo Neves. A ordem da narrativa não é linear, pois se desenvolve de acordo com os pensamentos de Brás Cubas. Suas reflexões apresentam-se carregadas de pessimismo e desencanto diante da vida, questiona os valores sociais e morais como máscaras para ocultar interesses egoístas.Irônico e provocador ele convoca o leitor a fazer seus próprios julgamentos sobre os fatos narrados. Brás Cubas expõe cinicamente os valores e comportamentos de seus familiares, de seus amigos e das mulheres com as quais se relacionou, traçando um quadro social e psicológico em linguagem bem humorada, em que a vaidade e a hipocrisia das relações humanas são uma constante. Julga a si próprio como um perdedor, como alguém incapaz de grandes realizações, como emplasto que gostaria de ter descoberto para aliviar as dores da humanidade. O balanço final de Brás Cubas sobre a existência é de pessimismo, pois depois de uma vida que resulta em fatos negativos, em fracassos, ele afirma ter tido um pequeno saldo; que foi o de não possuir filhos e não ter transmitido a nenhuma criatura o legado da miséria. 








Narrador
A narração é feita em primeira pessoa e postumamente, ou seja, o narrador se autointitula um defunto-autor – um morto que resolveu escrever suas memórias. Assim, temos toda uma vida contada por alguém que não pertence mais ao mundo terrestre. Com esse procedimento, o narrador consegue ficar além de nosso julgamento terreno e, desse modo, pode contar as memórias da forma como melhor lhe convém.                         
Foco Narrativo
Com a narração em primeira pessoa, a história é contada partindo de um relato do narrador-observador e protagonista, que conduz o leitor tendo em vista sua visão de mundo, seus sentimentos e o que pensa da vida. Dessa maneira, as memórias de Brás Cubas nos permitirão ter acesso aos bastidores da sociedade carioca do século XIX.
Tempo  
A obra é apoiada em dois tempos. Um é o tempo psicológico, do autor além-túmulo, que, desse modo, pode contar sua vida de maneira arbitrária, com digressões e manipulando os fatos à revelia, sem seguir uma ordem temporal linear. A morte, por exemplo, é contada antes do nascimento e dos fatos da vida.




Conclusão



























                  Língua Portuguesa 


        Memorias Póstumas Brás Cubas
                                                                                   Machado de Assis 







  Professora : Rosana 
Aluna: Isabela Rosa da Silveira 

                                Maio de 2013
                              São Paulo 





          
            
                            Índice

Vida de Machado de Assis............................
 Escola Literária- Realismo............................
 (Autores, Livros, Obras e Características)
Principais características dos Principais Personagens e secundários .......................................................
Resumo da obra .................................................
Narrador,Foco Narrativo,Tempo ...........................
Conclusão e Bibliografia .....................................

quarta-feira, 31 de outubro de 2012


REPÚBLICA VELHA

É denominado República Velha (ou A Primeira República do Brasil), o período histórico entre a proclamação (1889) até a ascensão de Getúlio Vargas em 1930, data de término deste ciclo. Neste tempo, houve 13 presidentes.Este período da história é dividido em A República da Espada, momento da permanência das instituições republicanas, e a República Oligárquica, onde as instituições republicanas são controladas pelos proprietários de terras. Cada período presidencialista tem suas subdivisões, dividindo o primeiro período republicano da história do Brasil em várias partes.

MANIFESTAÇÕES DA VELHA REPÚBLICA

Apesar das reformas de 1861, e o estabelecimento da Constituição Republicana não resolveu os problemas de corrupção e marginalização das classes sociais no Brasil daquela época. O domínio se valia das elites Agricultoras, que se basearam, em partes, do tráfico de escravos, com o custo-benefício extremamente alto, enriquecendo esta casta.

"Afinal de contas, como seria possível se submeter aos poderes e obrigações de um Estado pouco interessado em atender as demandas daqueles que devia representar?" ¹

Logo, o próprio governo estava ligado com os interesses de grupos. Um destes sinais foi a exclusão do voto para analfabetos, o que significou a restrição de eleger o representante da população para poucas pessoas. O resultado disto foi catastrófico.Isto incentivou o surgimento dos líderes messiânicos (de messias, mashiah em hebraico, "o enviado" ) como Monge José Maria (SC), Antônio Conselheiro (BA) e Padre Cícero (CE). Mais tarde, surgiram os cangaceiros em meados de 1910. Eles começaram a sumir do mapa o governo Vargas. No final da década de 1930, o governo federal intensificou o combate aos cangaceiros. Lampião e seus companheiros, por exemplo, foram executados em 1938.Rebeliões nesta época formaram claramente uma coluna contra os rumos da política época, eclodindo as primeiras manifestações, como a Revolta da Vacina (1904); Revolta da Chibata (1910); Coluna Prestes (1925).

CORONELISMO

"O centralismo imperial sempre serviu como contraponto ao forte poder local dos grandes fazendeiros ou senhores de engenho, conhecidos como coronéis. O Federalismo Republicano contribuiu ainda mais para aumentar esse poder, pois minimizava a interferência do governo federal nos estados, transformando os coronéis em figuras decisivas dentro dos partidos republicanos locais." ²O coronelismo, seguindo a definição de Jão Paulo Ferreira e Luiz Fernandes, se baseava em uma troca de favores: o coronel garantia votos aos políticos de sua preferência, e em troca, o político garantia verbas e vista grossa aos mandos na sua região. Eis que surge o Sistema Oligárquico.

As características desta fase são:

Voto de Cabresto: Os coronéis tinham costume de comprar os votos para seus favoritos, trocando votos da população por materiais. Surge, então os currais eleitorais, com os capangas dos coronéis nos locais de cotação.

Fraude eleitoral: Tinha como prática anular votos de quem escolhesse outro candidato, ou até criar "votos fantasmas".

². FERREIRA, João Paulo; FERNANDES, Luiz. Nova história integrada. Campinas: Companhia da Escola, 2005.

Política do café-com-leite: Os estados de São Paulo e Minas Gerais produziam em massa os respectivos produtos e, porque a maioria dos presidentes da época ou eram de um ou de outro, acabou-se criando uma hegemonia" e a "política do café com leite" surgiu.

Política dos Governadores: Consistia em troca de mercês entre o Presidente e os Governadores dos estados, onde o segundo se comprometia em não interferir nos rumos da política, e o primeiro tinha privilégios em verbas para investimento no estado e estabilidade.

REBELIÕES

* CANUDOS

Vicente Mendes Maciel, ou Antônio Conselheiro, nasceu em família de classe média. Graças a isso, teve acesso aos estudos, tendo contato com as línguas estrangeiras, matemática, política.

Antônio começou a pregar um tipo de Cristianismo primordial, envolto em problemas sociais e econômicos do sertão da Bahia, onde pregava. Defendia que os homens deveriam se livrar das opressões e injustiças que lhes eram impostas, buscando superar os problemas de acordo com os valores religiosos cristãos. Com palavras de fé e justiça, Conselheiro atraiu muitos sertanejos.

Seus ideiais eram vistos com maus olhos pelos poderosos da época. A Igreja atacava alegando que sua doutrina baseava-se em blasfêmias e depravação. Os políticos incriminavam dizendo que era um grupo de monárquicos, tentando derrubar o poder federalista.

Os Canudos (nome dado ao grupo em Belo Monte, sua aldeia) acabou perecendo na década de 1890.

* CANGAÇO

Os Cangaceiros, como eram chamados os membros do Cangaço, eram bandos de malfeitores, ladrões, assassinos, bem armados, conhecedores da região sertaneja. Assaltavam fazendas, matavam em nome da população ou para proveito próprio.

No século XX (data de ascensão do grupo), podemos dividi-los em 3 grupos: os que prestavam serviços para os latifundiários; os "políticos", expressão de poder dos grandes fazendeiros; e os cangaceiros independentes, os banditistas.

Ainda no século XX, podemos destacar a ousadia do bando de Antônio Silvino, e o cangaceiro Cristino Gomes da Silva Cleto (o Corrisco), que perambulava com seu grupo no interior da Bahia. Estas duas figuras destacam-se, pois é a personificação do herói/mito, onde os líderes destas quadrilhas são cunhados de heróis dos mais pobres, algo como o Robin Hood ou as milícias do Rio de Janeiro, em outras épocas.

O cangaceiro mais famoso foi Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião,como era chamado, também cunhado de o "Senhor do Sertão" e "O Rei do Cangaço". Obteve fama durante as décadas de 20 e 30 em praticamente todos os estados do nordeste brasileiro.

O descaso com o governo dos Cangaços levou o governo da época a criar os Volantes, polícias especiais e militares, cujos rumos de atuação não se diferenciavam muito em relação àqueles que procuravam.

Em 1938, houve um confronto entre os Volantes e o Grupo de Lampião. Cerca de 11 Cangaceiros foram mortos, e o ato foi de tanta violência, que suas cabeças expostas no museu Nina Rodrigues, até 1968.

* REVOLTA DA VACINA

A revolta da vacina ocorreu em 1904, quando o então presidente Rodrigues Alves (1902 – 1906), decretou uma campanha de Vacinação em alguns estados.

Nesta época, apesar dos casarões e grande edifícios, o saneamento básico da população era precária. As redes eram insuficientes de água e esgoto, coleta de resíduos precária e cortiços povoados desencadearam doenças como tuberculose, sarampo etc. Doenças como a peste bubônica, varíola e febre amarela tornavam-se pandemias. Em 1904, cerca de 3 500 pessoas morreram de varíola. Dois anos depois, esse número caía para nove. Em 1908, uma nova epidemia eleva os óbitos para cerca de 6 550 casos, mas, em 1910, é registrada uma única vítima.

O presidente Rodrigues Alves decretou uma campanha de vacinação para combater o alastramento destas doenças. Nomeou, também, como Ministro da Saúde, Oswaldo Cruz, e deu liberdade para os Governadores atuarem diretamente nestas campanhas em cada estado.

O que se viu foi uma desinfecção geral, contra mosquitos da febre amarela e ratos contaminadores da peste.

Apesar da campanha ter bons princípios, o descaso para com a população era grande. Nesta época, a vacina não era vista com bons olhos, e as pessoas ficavam precavidas quanta a ela. Os agentes de saúde, sabendo de tal, invadiam as casas da pessoas e injetava à força o líquido.

Veja as principais fases da revolta, nos dias respectivos ao decreto até sua revogação (revista Super Interesante, edição 86 de 2011):

Dia 9

* O jornal carioca A Notícia publica o projeto de regulamentação da lei de vacinação obrigatória. Os termos são considerados autoritários e começa a indignação popular. No dia 10, o povo se aglomera no largo de São Francisco. Morra a polícia. Abaixo a vacina, gritam os oradores. A multidão desce a rua do Ouvidor e, na praça Tiradentes, encontra policiais. Ao final, quinze presos.

* Dia 11

A Liga Contra a Vacina Obrigatória marca um comício no largo de São Francisco. Seus líderes não comparecem. Mas, exaltada, a multidão recebe a polícia com pedras, paus e pedaços de ferro da construção da avenida Central (hoje, Rio Branco). À noite, cerca de 3 000 pessoas marcham contra o Palácio do Catete, sede do governo, já cercado por tropas. Na volta, pela Lapa, há novos confrontos. Tiros. Morre o primeiro popular.

Dia12

Nos três dias seguintes, a cidade se transforma num campo de batalha, com barricadas em diversos pontos. Bondes e postes são depredados. Trilhos e calçamentos, arrancados

A rebelião foi contida, deixando 50 mortos e 110 feridos. Em poucos dias a cidade voltava ao normal, e a campanha de vacinação voltava normalmente.

TENENTISMO

O tenentismo foi um movimento que ganhou força na década de 1920, entre militares de média e baixa patente durante os últimos anos da República Velha. O movimento mostrou a desvinculo entre o governo e os proprietários rurais. Estes não defendiam ideologia alguma, somente lutavam por reformas na constituição, entre as quais se destacam o fim do voto de cabresto, instituição do voto secreto e a reforma na educação pública.

Influenciados pelos anseios políticos das populações urbanas, os militares envolvidos nesse movimento se mostraram favoráveis às tendências políticas republicanas liberais. Entre outros pontos, reivindicavam:

O movimento tenentista defendia as seguintes mudanças:

* Fim do voto de cabresto (sistema de votação baseado em violência e fraudes que só beneficiava os coronéis);

* Reforma/privatização no sistema educacional público do país;

* Mudança no sistema de voto aberto para secreto;

Além disso, eram favoráveis à liberdade dos meios de comunicação, exigiam que o poder Executivo tivesse suas atribuições restringidas, maior autonomia às autoridades judiciais e a moralização dos representantes que compunham as cadeiras do Poder Legislativo.

As primeiras manifestações militares que ganharam corpo durante a República Oligárquica aconteceram nas eleições de 1922. A revolta dos 18 do Forte de Copacabana. Nesta revolta, ocorrida em 5 de julho de 1922, foi durante combatido pelas forças oficiais. Outros exemplos de revoltas tenentistas foram a Revolta Paulista (1924) e a Comuna de Manaus (1924). A Coluna Prestes, liderada por Luis Carlos Prestes, enfrentou poucas vezes as forças oficiais. Os participantes da coluna percorreram milhares de quilômetros pelo interior do Brasil, objetivando conscientizar a população contra as injustiças sociais promovidas pelo governo republicano.A falta de apelo entre os setores mais populares, e as intensas perseguições e cercos promovidos pelo governo acabaram dispersando esse movimento. Luís Carlos Prestes, notando a ausência de um conteúdo ideológico mais consistente à causa militar, resolveu aproximar-se das concepções políticas do Partido Comunista Brasileiro. Em 1931, o líder da Coluna mudou-se para a União Soviética, voltando para o país quatro anos mais tarde.

CRISE DE 1929 NO BRASIL

A crise de 1929 afetou o Brasil. O café representava 71% das exportações brasileiras e os grandes compradores eram os Estados Unidos. Com a crise, a importação deste produto diminuiu, por causa dos empregos e a falta de dinheiro em circulação, e por conseguinte os preços do café brasileiro caíram. Para que não houvesse uma desvalorização excessiva, o governo brasileiro queimou praticamente toda sua safra de café, inutilizando toneladas de café. Desta forma, diminuiu-se a oferta, estabilizando o preço do cafe.

Com a crise do café, muitos cafeicultores começaram a investir no setor industrial, alavancando a indústria brasileira, que nesta época concentrava-se em monocultura ou uma economia agrária.

A solução para a crise em 1933. No governo de Franklin Roosevelt, implantou-se o plano chamado New Deal, (novo acordo), que vigorou entre 1933 e 1937.Os principais pontos deste trato foram:

* "O investimento maciço em obras públicas: o governo investiu US$ 4 bilhões (valores não corrigidos pela inflação) na construção de usinas hidrelétricas, barragens, pontes, hospitais, escolas, aeroportos etc. Tais obras geraram milhões de novos empregos;

* A destruição dos estoques de gêneros agrícolas, como algodão, trigo e milho, a fim de conter a queda de seus preços;

* O controle sobre os preços e a produção, para evitar a superprodução na agricultura e na indústria;

* A diminuição da jornada de trabalho, com o objetivo de abrir novos postos. Além disso, fixou-se o salário mínimo, criaram-se o seguro-desemprego e o seguro-velhice (para os maiores de 65 anos)." ³

Com isto, o governo conseguiu manter a inflação e precaver a formação de grandes estoques. Fez parte do plano também o grande investimento em obras públicas e civis como estradas, aeroportos, ferrovias, energia elétrica etc, conseguindo diminuir significativamente.

 

 

BIBLIOGRAFIA


www.suapesquisa.com


www.wikipedia.com


http://historiablog.wordpress.com/2009/01/03/a-crise-de-1929-e-o-brasil/ http://www.brasilescola.com/historiab/rebelioes-na-republica-velha.htm,


www.brasilescola.com/


www.educacao.uol.com.br/

 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Anonymos



Nós somos Anonymous. Nós somos Legião. Nós não perdoamos. Nós não esquecemos.Esperem por nós.
           
                 A GUERRA INSTALADA NO MUNDO VIRTUAL
Este é um movimento político nascido e sustentado na internet e ganhou muito a simpatia e assim  empolgando os  militantes de todo o mundo, principalmente durante as manifestações do movimento Occupy(um movimento  de protesto contra a  desigualdade econômicae social a ganância e a corrupção).Protestos promovidos virtualmente em vários países, até mesmo o Brasil. O Anonymous tornou-se sinônimo de resistência e força  política na rede assim com muita coragen  levando sua marca para todo o mundo  a máscara, também vertida em filme, V de Vingança, cujo protagonista planeja explodir o Parlamento inglês.
Este é um movimento que virou símbolo do ativismo político virtual, mostrando  em parte, para apopulção, o que é, na verdade, a ponta de um iceberg, o embate político, ideológico e militar que ocorre nas várias camadas da internet. Nessa rede de intrigas e perigos reais, o Anonymous tornou-se a parte visível das batalhas pelo controle no ciberespaço que, mesmo sendo virtual, numa sociedade cada vez mais dependente dos computadores, dá poder para colocar em jogo a situação política de nações e as liberdades individuais contribuindo ainda mais para que issovai acontecendo mais e mais.
Este é uma guerra instalada em todo mundo  cujosos  altores e consequências nem sempre aparecem para a população , como nas notícias dos ataques por vírus dos batalhões virtuais e ciberagentes estadunidenses e israelenses a unidades nucleares do Irã ou ainda, bem mais visível, nas tentativas das corporações de controlar a rede e vasculhar a privacidade de todos. Se a internet foi idealizada pelo espírito libertário dos anos de 1960, hoje, cada vez mais buscam permanecer nessa arquitetura da liberdade, cada vez mais torna-se um campo minado por armadilhas comerciais e de Estado condutas bem perigosas para todos os estados imperialistas, a rede é o melhor instrumento fundamental do que se convencionou chamar de ‘guerra assimétrica’, na qual todos os recursos valem para se chegar ao objetivo que é grande . Com uma grande vantagem para qualquer um que a use.Nessa  ciberguerra, não é preciso a logística e custo de movimentar homens e equipamentos nem o custo de se expor publicamente e sim somente atacar seu alvo.

Os  Anonymous

O nome Anonymous foi inspirado no anonimato sob o qual os usuários postam imagens e comentários na Internet o que bem entender . O uso do termo Anonymous no sentido de uma identidade iniciou-se nos imageboards. Uma etiqueta de "anônimo" é dada aos visitantes que deixam comentários sem identificar de quem seja o conteúdo. O usuários de imageboards algumas vezes brincavam de fingir como se Anonymous fosse uma pessoa real. Enquanto a popularidade dos imageboards crescia, a ideia de Anonymous como um grupo de indivíduos sem nome se tornou um conseito que se espalha via  internet.
Anonymous representa amplamente o conceito de qualquer e todas as pessoas como um grupo sem nome sem origem nenhuma . Como um nome de uso múltiplo, indivíduos que compartilham o apelido Anonymous também adotam uma identidade online compartilhada, caracterizada como uma filosofia que se da ao prazer  e desinibida sem vergonha de espor sua opinião . Isso é uma adoção intencional, satírica e consciente do efeito de desinibição total online.
Nós Anonymous somos apenas um grupo de pessoas na internet que precisa — de um tipo de saída para fazermos o que quisermos, que não seríamos capazes de fazer numa sociedade normal. ...Essa é mais ou menos a ideia. Faça como quiser. ... Há uma frase comum: 'faremos pelo lulz.'
Definições tendem a enfatizar o fato de que o conceito, e, por extensão, o grupo de usuários, não podem abranger prontamente uma simples definição. Ao invés disso, ela são geralmente definidas como aforismo uma forma de nós libertar  que descrevem assim qualidades encontradas. Uma das auto-descrições do Anonymous é:

     Nós somos Anonymous. Nós somos Legião. Nós não perdoamos. Nós não esquecemos. Esperem por nós.


manifestações

O estcritor Richard Stallmann, o criador do movimento dos softwares livres, escreveu recentemente um artigo reproduzido no Brasil pelo O Estado de S. Paulo no qual busca explicar não só os Anonymous como os movimentos que eles realizam. No primeiro parágrafo, Stallmann já relativiza os “protestos on-line feitos pelo grupo”, que segundo ele “são equivalentes a uma manifestação na internet”, acrescentando ser “um erro classificá-los como atividade de grupos hackers (uso da astúcia brincalhona) ou de crackers (invasão de sistemas de segurança)”.
Stallmann ainda explica, por exemplo, que os manifestantes do Anonymous, quando fizeram os protestos contra a Mastercard e a Visa, não tentaram roubar dados da empresa. “Eles entram pela porta da frente de uma página, que simplesmente não é capaz de suportar tantos visitantes ao mesmo tempo.”
O ativista também sustenta que há diferenças entre os protestos na rede. Conforme Stallmann, os organizados pelo Anonymous contra a Mastercard, por exemplo, não foram “ataques de negação de serviço” (DDoS). Ataques por DDoS são realizados por meio de milhares de computadores zumbis, como aconteceu no caso da invasão da página da Presidência da República do Brasil. Neste caso, explica Stallmann, alguém invade o sistema de segurança desses computadores (com frequência, recorrendo a um vírus) e assume remotamente o controle sobre eles, programando-os para formar uma botnet (rede de zumbis, que é um sistema em que computadores aliciados desempenham automaticamente a mesma função), que atende em uníssono às suas ordens (nessa hipótese, a ordem é sobrecarregar um servidor).
No caso das manifestações do Anonymous, segundo ele, foram ativistas que fizeram com que seus próprios computadores participassem do protesto. Pode parecer uma sutil diferença, mas é imensa. São cidadãos protestando, não máquinas operadas por uma única pessoa que invadiu uma série de outras para realizar o ataque.
O professor da Universidade Federal do ABC, Sérgio Amadeu, um dos maiores especialistas em cultura digital no Brasil, concorda com Stallmann e revela que os ataques realizados contra o site da Presidência da República foram realizados por 2 mil computadores escravizados na Itália. “Assim como defendo o direito de fazer manifestação na rua, não acho que as manifestações na internet, como as do Anonymous devam ser proibidas.” Mas ao mesmo tempo, Amadeu esclarece que há métodos diferentes e às vezes utilizados pelo mesmo grupo. “O LulzSec fez uma ação contra a Sony com uma causa, um ataque supersofisticado, em defesa da liberdade na rede. No caso dos ataques aos sites do governo, porém, e principalmente ao da Presidência da República, isso só jogou contra a liberdade na rede”, avalia.
Amadeu considera que os ataques acabaram contribuindo para que o AI-5 Digital, proposto pelo deputado federal Eduardo Azeredo, ganhasse força no Congresso. E, por isso, ele não descarta a possibilidade de os ataques terem sido realizados com esse objetivo, o que é negado em entrevista por um dos membros do LuzlSec Brasil (na página 11).
No seu artigo, Stallmann ainda chama a atenção para a precariedade de direitos na internet, que, na sua opinião, é o fator motivador dessas ações. “A internet não pode funcionar se os sites forem constantemente bloqueados por multidões, assim como uma cidade não funciona se suas ruas estiverem sempre tomadas por protestos. Mas, antes de declarar seu apoio à repressão dos protestos na internet, pense no motivo de tais protestos: na internet, os usuários não têm direitos.”
Ele faz a comparação entre as condições do mundo real e do virtual para defender sua tese. “No mundo físico, temos o direito de publicar e vender livros. Quem quiser impedir a publicação do livro tem de levar o caso a um tribunal. Para criar um site na rede, porém, precisamos da cooperação de uma empresa de concessão de domínios, de um provedor de acesso à internet (ISP) e, com frequência, de uma empresa de hospedagem, e cada um desses elos pode ser individualmente pressionado a cortar o nosso acesso.” E encerra: “é como se todos nós morássemos em quartos alugados e os senhorios pudessem despejar qualquer um sem notificação prévia.”

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Qual a relação da independência do Brasil com a Revolução industrial?

Qual a relação da independência do Brasil com a Revolução industrial?
Na independência do Brasil um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois foi marca o fim do domínio português e assim a conquista da autonomia política, sendo assim um povo se tornando livres e independentes dos portugueses que nos exploravam e tinhamos seu alto poder sobre nós ,tornavam dependentes deles.
A Revolução Industrial se início no século XVIII, na Inglaterra, com a mecanização dos sistemas de produção. O grade ponto da independência começaram a correr com
influência inglesa, que lucraria muito com essa separação.dando logo em seguida um quebra no Pacto Colonial entre metrópole e colônia, o Brasil estaria livre para vender matéria-prima às indústrias inglesas, e eles venderiam seus produtos, sem a interferência da Coroa Portuguesa. De fato com a independência do Brasil traria muito lucros para os ingleses, por isso, o pacto Colonial foi quebrado.

Por isso processo da Independência do Brasil teve relação direta com os acontecimentos europeus do início do século XIX, principalmente, com o Bloqueio Continental, decretado por Napoleão Bonaparte, em 1806. A partir desse decreto, todos os países europeus estavam proibidos a comercializar com os britânicos. Em caso de desobediência, o país seria invadido e ocupado pelas tropas napoleônicas.Parceiro comercial do reino britânico, de longa data, Portugal se transformou na peça fundamental dessa luta. Se Portugal aceitasse as imposições francesas, não seria invadido, mas perderia as mercadorias industrializadas inglesas tão necessárias para a vida do país.Estava no governo português, o príncipe-regente D. João, já que sua mãe, a rainha D. Maria I, era doente mental e não governava desde 1792. A solução encontrada foi a fuga da corte portuguesa para sua colônia mais rica, o Brasil. No dia 29 de novembro de 1807, partiu de Lisboa, escoltada por tropas inglesas. No dia seguinte, as tropas francesas invadiram Lisboa.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Questões

                                                           
 1) Qual a relação das Guerras Napoleônicas com o processo de independência das colônias espanholas? A Independência dos Estado Unidos influencia no processo da Independência da América Hispânica através do ideal republicano e as ações em que Napoleão Bonaparte Simón Bolivar chamou de "Ganância" esta muito relacionada com a independência da América Hispânica .

 

2) Comente a seguinte frase: " O liberalismo inglês, as idéias francesas, a ambição de Napoleão e a estupidez da Espanha influenciaram muito a América"- Simón Bolivar. A frase em que Simón Bolivar fez uma sintetizadas as principais causas da Independência da América Hispânica: Iluminismo, Revolução Industrial, Independência dos Estados Unidos, Revolução Francesa e a Era Napoleônica todos estes influenciou e muito .

 

3) Cite 5 grandes eventos históricos que influenciaram diretamente na crise do sistema colonial na América?
Os cinco principais eventos históricos que influenciaram na crise do sistema colonial na América foram: o Iluminismo, Revolução Industrial, independência dos Estados Unidos, Revolução Francesa e a Era Napoleônica, os grades eventos histôricos.



4) Qual a conjuntura econômica na América Hispânica que influenciou diretamente neste processo de independência?

Esta conjuntura econômica que influenciou nesse processo de independência foi o Bloqueio Continental, efetuado por Napoleão Bonaparte, para prejudicar o maximo a economia inglesa e favorecer a economia francesa. Dando a conseqüência dessa medida Napoleão Bonaparte invade a Península Ibérica, conquista Portugal e a Espanha, porém ao conquistar a Espanha, tira o rei Fernando VII e no seu lugar nomeia seu irmão, José Bonaparte. A nomeação de um francês como rei da Espanha desencadeia na América o processo de independência.

 

5) Cite as classes sociais que compunham a antiga sociedade colonial na América Hispânica e relacione-as com o pode político, econômico e social da época.

A sociedade colonial na America Hispânica era feita por três grupos sociais: Os Chapetones, os Criollos e os Mestiços, sendo o primeiro grupo, espanhóis peninsulares detentores do poder político, civil, militar e religioso. O segundo grupo é formado por descendentes de espanhóis que se fixaram na América e que vão ter o poder econômico (grandes latifundios,e escravocratas). Já os Mestiços vão compor a classe de trabalhadores.


6) Quem foram os precursores da libertação da América colonial espanhola? Localize suas áreas de atuação.
Foram: no ano de 1780, Tupac Amaru que atuou no Peru, liderou uma revolta de índios que tinha o ideal de fazer renascer o antigo império Inca. E em 1806, Francisco Miranda da Venezuela com idéias liberais e democratas procura libertar a Venezuela do julgo espanhol. Assim os movimentos foram duramente reprimidos pelas forças espanholas.

 

7) Quem foram os grandes Libertadores da América? Localize suas áreas de atuação.


Simón Bolivar libertou a Venezuela e a Colombia, Sucre e Iturbide responsável pela independência do Equador com ajuda do Bolivar e Iturbide responsável pela libertação do México, San Martin foi responsável por libertar os países do Prata (Argentina e Paraguai). Estes foram os grades libertadores da América.

 

8) Qual foi o diferencial da Independência do Haiti dos demais países da América Hispânica?
Toussaint Louverture será o líder do processo de independência do Haiti que será um processo diferente dos demais da América, pois além da independência foi conquistado o fim da escravidão as duas ao mesmo tempo. É um caso único de revolução social e política.

9) Qual a proposta de Simón Bolivar para a Independência da América Hispânica?
A proposta de Simón Bolivar foi de unificar as antigas colônias espanholas, dando assim a formção de um unico pais.

10) Comparar o processo de Independência do Brasil com o processo de Independência da América Espanhola. 
A independência do Brasil teve caráter pacífico, foi conduzido pela elite, garantiu-se a instalação do regime monárquico e a unidade territorial. Já a América Hispânica teve a sua independência violenta, popular, com formação da República e a fragmentação político-social.


11) Faça um resumo sobre o tema.



 Este processo de independência das colônias espanholas estárelacionado ao desenvolvimento das idéias liberais no século XVIII, tais como o Iluminismo, a Independência dos Estados Unidos, a Revolução Industrial, a Revolução Francesa, juntamente a deposição de Fernando VII em 1808,quando as tropas francesas ocuparam a Espanha. Napoleão Bonaparte nomeia seu irmão, José Bonaparte, como o novo rei da Espanha,desencadeando uma forte reação nas colônias, que passaram a formar as Juntas Governativas - com caráter separatistas e lideradas pelos criollos.
Antes dos movimentos separatistas ocorreram revoltas coloniais contra o domínio espanhol, destacando-se a revolta dos índios do Peru, liderados por Tupac Amaru.
Entre os precursores da independência das colônias hispânicas, destaque para Francisco Miranda, que planejou a independência da Venezuela, movimento que fracassou.O movimento emancipacionista contou com a liderança dos chamados "libertadores da América" - Simón Bolívar, José de SanMartin, José Sucre e Augustin Itúrbide.
Após a Independência da América Hispânica, outro processo entra em ação: a formação do Estado Nacional, que são caracterizados pela fragmentação e fenômeno Caudilhismo. O caudilho era um chefe político local,grande proprietário de terra e que procurava manter as mesmas estruturas sociais e econômicas herdadas do período colonial. Foi responsável pela grande instabilidade na formação dos Estados Nacionais. Além disso, na América Hispânica teve um processo de industrialização tardio, que ocorreu na segunda metade do século XX, após a Segunda Guerra Mundial.
















http://pt.wikipedia.org/wiki/Hisp%C3%A2nicos

http://www.youtube.com/watch?v=Lz2mbuvzqP8

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Napoleão Bonaparte


                  Revolução Francesa.   
 A miséria era de extrema injustiça social na época que se encontrava na França, no século XVIII, ocorrendo no dia 14/07/1789, em Paris um movimento popular que tinha como objetivo por fim a monarquia e acabar com a desigualdade. O marco central desse movimento foi a queda da Bastilha, uma vez que a marca do regime absolutista era as prisões efetuadas em todo o país. Os revolucionários tinham como lema os seguintes dizeres: "Liberdade, Igualdade e Fraternidade".A Revolução Francesa foi um importante marco na História Moderna da nossa civilização. Significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. A vida dos trabalhadores urbanos e rurais melhorou significativamente. Mas, por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a garantir seu domínio social. As bases de uma sociedade burguesa e capitalista foram estabelecidas durante a revolução. A Revolução Francesa também influenciou, com seus ideais iluministas, a Independência dos Estados Unidos, dos países da América Espanhola e o movimento de Inconfidência Mineira no Brasil.

Portanto a Revolução Francesa foi um importante marco na história Moderna da nossa civilização. Significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. A vida dos trabalhadores urbanos e rurais melhorou significativamente. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a garantir seu domínio.


 Napoleão Bonaparte.

"O amor pela pátria é a primeira qualidade do homem civilizado'' (Napoleão Bonaparte)

                                                                    Este é Napoleão Bonaparte que nasceu na Córsega, no ano 1769. Ainda muito jovem, com somente dez anos de idade, seu pai o enviou para a França para estudar em uma escola militar.
Seu empenho e determinação o fizeram tenente da artilharia do exército francês aos 19 anos. A RevoluçãoFrancesa  (de 1789 a 1799), foi a oportunidade perfeita para Bonaparte alcançar seu objetivo maior. Tornou-se general aos 27 anos, saindo-se vitorioso em várias batalhas na Italía e Australia.
Sua estratégia era fazer com que seus soldados se considerassem invencíveis. No ano de 1798 ele seguiu em embarcação para o Egito, com o propósito de tirar os britânicos do percurso às Índias.
 Ele foi muito bem quisto por seus soldados e por grande parte do povo francês. Seu poder foi absoluto após ter sido nomeado cônsulto.  No ano de 1804, Napoleão finalmente tornou-se imperador. Com total poder nas mãos, ele formulou uma nova forma de governo e também novas leis. Visando atingir e derrotar os ingleses, Bonaparte ordenou um Bloqueio Continental que tinha por objetivo proibir o comércio com a Grã-Bretanha.  No ano de 1812, o general francês atacou à Rússia, porém, ao contrário de seus outros confrontos, este foi um completo fracasso. Após sair de Moscou, o povo alemão decidiu lutar para reconquistar sua liberdade. Após ser derrotado, Napoleão foi obrigado a buscar exílio na ilha de Elba; contudo, fugiu desta região, em 1815, retornando à França com seu exército e iniciando seu governo de Cem Dias na França. Assim, Napoleão reconquista o poder.. Após ser derrotado novamente pelos ingleses na Batalha de Waterloo é enviado para o exílio na ilha de Santa Helena, local de seu falecimento em 5de maio de 1821. Está é uma peque bibliografia de Napoleão Bonaparte.
E a relação entre Napoleão Bonaparte e a Revolução Francesa?
A França estava passando por um momento tenso com os processos revulisionários ocorridos no país, de um lado com a burguesia insatisfeita com os jacobinos ( formados por revolucionários radicais) , e do outro lado as tradicionais monarquias européias que temiam que os ideais revolucionários franceses se difundissem por seus reinos.

O fim do processo revolucionário na França, com o Golpe Brumário 18 , marcou o início de um novo período na história francesa e, consequentemente, da Europa:

 A Era Napoleônica.
Pode-se dividir seu governo em três partes:
Consulado (1799-1804)
Império (1804-1815)
Governo dos Cem Dias (1815)

O governo do Diretorio foi derrubado na França sob o comando de Napoleão Bonaparte, que, junto com os girondinos (alta burguesia), instituiu o consulado, primeira fase do governo de Napoleão. Este golpe ficou conhecido como Golpe 18 de Brumário (data que corresponde ao calendário estabelecido pela Revolução Francesae equivale a 9 de novembrodo calendário gregoriano) em 1799. Muitos historiadores alegam que Napoleão fez questão de evitar que camadas inferiores da população subissem ao poder.Instalou-se o governo do consulado de Napoleão após a queda do Diretório. O consulado possuía características republicanas, além de ser centralizado e dominado por militares. No poder Executivo, três pessoas eram responsáveis: os cônsules Roger Ducos, Emmanuel Sieyès e o próprio Napoleão. Apesar da presença de outros dois cônsules, quem mais tinha influência e poder no Executivo era Napoleão, que foi eleito primeiro-cônsulda República.
Criavam-se instituições novas, com cunho democrático, para disfarçar o seu centralismo no poder. As instituições criadas foram o senado, o tribunal, o corpo legislativo e o conselho de Estado. Mas o responsável pelo comando do exército, pela política externa, pela autoria das leis e quem nomeava os membros da administração era o primeiro-cônsul.Quem estava no centro do poder na época do consulado era a burguesia (os industriais, os financistas, comerciantes), e consolidaram-se como o grupo dirigente na França. Abandonaram-se os ideais "liberdade , igualdade, fraternidade" da época da Revolução Francesa, e mediante forte censura à imprensa e ação violenta dos órgãos policiais, desmanchou-se a oposição ao governo.  Administração das contribuições diretas” (1799), que distribuiu os impostos em forma equitativa. E regularizou e moralizou a arrecadação;

Criação do Banco da França (1800), com o privilégio de emitir (papel-moeda).

 As rendas e o crédito do Estado aumentaram logo em mais de 500%; desenvolvimento do sistema de crédito, mediante financiamento à indústria e ao comércio;

Confirmação da distribuição de terras, estabelecida pela Revolução;

Centralização administrativa: as comunas autônomas, criadas pela Revolução, tinham fracassado. Napoleão aboliu toda forma de autonomia local; realização de grandes obras públicas: estradas, pontes, túneis alargamento e modernização de portos e monumentos em Paris. criação da Legião de Honra (1802), para estimular civis e militares, e para recompensar os mais capazes e os mais dedicados à pátria e ao novo regime; Criação da Universidade da França (1808), com três ciclos de ensino: primário, secundário e superior.Bom realmente Napoleão modelou uma França moderna, que pouco se modificou até a Segunda Guerra Mundial. No seu cativeiro de Santa Helena, Napoleão escreveu: “Eu suprimi o abismo anárquico e desemaranhei o caos. Estimulei todas as emulações, recompensei todos os méritos e dilatei os limites da glória!. Tudo isto significa alguma coisa!”. Ele é um marco na história francesa e até mesmo mundial um exemplo de garra e esforço.

     

‘’O entusiasmo é a maior força da alma. Conserva-o e nunca te faltará poder para conseguires o que desejas’’